Sudeste vive epidemia de roubo de cargas

Empresário do ramo de seguros dá dicas sobre atividades que podem diminuir os impactos da falta de segurança
O Brasil vive uma crise intensa que se reflete na segurança. Hoje, o país vive uma forte epidemia de roubos de cargas, reflexo da conjuntura atual. Mesmo com a queda apresentada pelo Rio de Janeiro, segundo o governo do estado algumas estradas federais apresentaram queda de aproximadamente 50%, as precauções tomadas e as consequências da falta de segurança ainda são sentidas entre os empresários.

Fizemos um trabalho com a Polícia Federal, Rodoviária e a Delegacia especializada. O resultado deste trabalho foi a redução de roubos de cargas na região.

Segundo Salvador Franco, diretor da Visafran Corretora de Seguros, os produtos mais visados são eletrônicos, produtos alimentícios, produtos de higiene e limpeza, produtos químicos – entre os quais – os defensivos agrícolas. O Sudeste é o campeão de incidência de roubo, com destaque para o Rio de Janeiro que começa a perder forma no recebimento de cargas: nos cinco primeiros meses de 2017 foram mais de quatro mil roubos de carga no estado, 27 por dia. “Inclusive algumas seguradoras estão excluindo a cobertura securitária para as cargas destinadas ao estado do Rio de Janeiro e também para eventos de roubo ocorrido na cidade Carioca. Poucas seguradoras estão operando com o seguro de carga e essas estão selecionando muito os clientes e os tipos de mercadorias as serem transportadas”, afirma o empresário.

Grandes empresas como a rede de móveis e eletrodomésticos Via Varejo, que abrange as marcas Casas Bahia, Extra e PontoFrio, conseguiram driblar os custos e o roubo de cargas ao criar logística própria para o transporte de mercadorias compradas on-line para a retirada em lojas físicas tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro, minimizando os custos e o risco de roubo. Enquanto isso, a Magazine Luiza, mesmo em expansão, descarta a ideia, por enquanto, no Rio de Janeiro. A justificativa é justamente a falta de segurança.

Ideias como essas podem ajudar os próprios governos a incentivarem os mercados de seus estados: “Tivemos no ano passado um grande número de eventos no nordeste. Para conseguir diminuir estes eventos e, como se trata de uma região com vários estados, fizemos um trabalho com a Polícia Federal, Policia Rodoviária Federal e também com a delegacia especializada de roubo de carga do estado de Pernambuco. O resultado deste trabalho foi a redução do número de roubos na região com a prisão de três quadrilhas especializadas em roubo de carga e a prisão de 84 elementos”, conta Salvador Franco.

A Visafran tem maioria de clientes produtores de café e, por conta disso, a maior incidência de roubos se dá nos estados de Minas Gerais e São Paulo. A empresa conseguiu observar, porém, que no transporte de café em grãos o que mais acontece é o desvio praticado por motoristas. Em contrapartida, os estados com menor número de roubos são Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Paraná, Amazonas e Pará.

 

 

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